Pílula Falante - Teatro

Jornal Escolar - Eleição

Protagonista - Jovens

Diversão na Escola Professor Messias Freire

Amor é síntese - Mario Quintana

O HAVER

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo - Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido... Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo Essa mão que tateia antes de ter, esse medo De ferir tocando, essa forte mão de homem Cheia de mansidão para com tudo quanto existe. Resta essa imobilidade, essa economia de gestos Essa inércia cada vez maior diante do Infinito Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível Essa irredutível recusa à poesia não vivida. Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade Do tempo, essa lenta decomposição poética Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius. Resta esse coração queimando como um círio Numa catedral em ruínas, essa tristeza Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história... Resta essa vontade de chorar diante da beleza Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa Piedade de si mesmo e de sua força inútil. Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado De pequenos absurdos, essa capacidade De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil E essa coragem para comprometer-se sem necessidade. Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje. Resta essa faculdade incoercível de sonhar De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade De aceitá-la tal como é, e essa visão Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante E desnecessária presciência, e essa memória anterior De mundos inexistentes, e esse heroísmo Estático, e essa pequenina luz indecifrável A que às vezes os poetas dão o nome de esperança. Resta esse desejo de sentir-se igual a todos De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade De não querer ser príncipe senão do seu reino. Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade Pelo momento a vir, quando, apressada Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada... Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto Esse eterno levantar-se depois de cada queda Essa busca de equilíbrio no fio da navalha Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo Infantil de ter pequenas coragens.

Poema As Sem-Razões do Amor

Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo bastante ou de mais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.

Quero Escrever Nun Borrão Vermelho de Sangue 0 Clarice Lispector

Quero escrever o borrão vermelho de sangue com as gotas e coágulos pingando de dentro para dentro. Quero escrever amarelo-ouro com raios de translucidez. Que não me entendam pouco-se-me-dá. Nada tenho a perder. Jogo tudo na violência que sempre me povoou, o grito áspero e agudo e prolongado, o grito que eu, por falso respeito humano, não dei. Mas aqui vai o meu berro me rasgando as profundas entranhas de onde brota o estertor ambicionado. Quero abarcar o mundo com o terremoto causado pelo grito. O clímax de minha vida será a morte. Quero escrever noções sem o uso abusivo da palavra. Só me resta ficar nua: nada tenho mais a perder.

Amiga Falsa - Ana Kerarina

O Deserto - Anna Karenina

Poema Em Linha Reta - Vinícius de Moraes

Poema Em Linha Reta Nunca conheci quem tivesse levado porrada Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita Indesculpavelmente sujo Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, absurdo Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante Que tenho sofrido enxovalhos e calado Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar Eu, que quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Pra fora da possibilidade do soco Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia Não, são todos o ideal, se os oiço e me falam Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil Ó príncipes, meus irmãos Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado Poderão ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil Vil no sentido mesquinho e infame da vileza Argh! Estou farto de semideuses Argh! Onde é que há gente? Onde é que há gente no mundo?

Soneto 116 - William Shakespeare

Soneto 116 De almas sinceras a união sincera Nada há que impeça: amor não é amor Se quando encontra obstáculos se altera, Ou se vacila ao mínimo temor. Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante, Cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora Seu alfange não poupe a mocidade; Amor não se transforma de hora em hora, Antes se afirma para a eternidade. Se isso é falso, e que é falso alguém provou, Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

Projeto Consciência Negra - E.E. Prof. Messias Freire

Projeto dia das mães - E. E. Prof Messias Freire

Jornal - E. E. Messias Freire

Teatro na escola - A Pílula Falante - Monteiro Lobato

Pecha Kucha - Superação Jovem - E. E. Professor Messias Freire

Projeto Páscoa - Sala de Litura E.E. Professor Messias Freire

Projetos sala de leitura E. E. Professor Messias Freire 2017

Mitologia - Projeto

Projeto Bullying

GRÊMIO ESTUDANTIL: COMO MONTAR

Projeto de Conservação do Patrimônio Escolar

Homenagem a aposentadoria de colega

Vernissage - E. E. Professor Messias Freire

Diário de uma professora

Diário de uma professora       Categoria divida fazendo chacota com os colegas, principalmente com os antigos que levam a educação nas costa...