Lembro-me
que meu pai chegava exausto do trabalho um pouco antes do início do Jornal
Nacional e eu, cheia de saudades, nem esperava ele tomar um bom banho e sentava
em seu colo. O Jornal Nacional sempre foi "sagrado" para o meu pai e
foi assistindo que li a primeira palavra "vivo", sem a ajuda de
ninguém (palavras da minha mãe). Essa palavrinha aparecia (e ainda aparece)
quando tinha a entrada de algum repórter ao vivo. Eu achei o máximo ter o meu
pai apreciando esse momento e minha mãe com esse comentário riquíssimo.
Depois
disso não parei mais de ler. Posso dizer que faço o mesmo que Danuza Leão, leio
de tudo, de bula de remédio até aquilo que alguns consideram desinteressantes.
E quando estou nesse momento mágico, me transporto para aquele mundo
particular, abro horizontes, me sinto mais humana como comentou Antonio Candido
e Clair Feliz Regina.
Para
minha filha Evellyn, de 7 meses, já transmiti o seguinte recado: devore os
livros, como disse Rubem Alves. No momento ela está fazendo isso literalmente,
mas daqui a pouco ela entenderá certinho o meu recado
Parabéns pelo depoimento Cibele
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